terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Poderes que matam e constroem


Nos relacionamentos, chegamos a uma conclusão: sempre existe escolha. Escolhemos ser fracos, permanecendo impotentes diante das dificuldades, ou poderosos.

Quando escolhemos sermos poderosos, temos em mente tomar decisões em algo que esperamos. O ser humano convive diariamente com o poder, e na maior parte das vezes não sabe fazer bom uso dele. Nosso objetivo é influenciar pessoas para o bem ou para o mal.

Dentro do contexto de poder, a cada dia, em cada situação, podemos fazer uso de três tipos de poder, que afetam profundamente nossos relacionamentos. Temos o poder coercivo, o poder utilitário e o poder baseado em princípios. Acompanhe-me na compreensão de cada um deles e dos resultados que os mesmos trazem consigo.

O poder coercivo age com base no medo. Ele envolve controle, perseguição, ameaças, chantagens emocionais. Note que a pessoa ao escolher tal poder, carrega dentro si medo, é uma pessoa insegura. Por medo, ela toma decisões naquilo que ela pode evitar, ou seja, ela foge, porque vive com medo ou então utiliza a força para que as pessoas façam o que ela quer.

O próximo poder é o utilitário. Utilitário porque ele é útil, funcionando sempre. Ele se baseia no conceito de que eu tenho algo que você quer, e você tem algo que eu quero, portanto, façamos um acordo. Enquanto existirem vantagens em fazer o que nos pedem, permanecemos ali, do contrário, rompemos o acordo.

Este poder é visto com freqüência nos negócios. Enquanto certo fornecedor apresenta uma boa relação custo-benefício com minha empresa, compro dele, quando surgir uma opção melhor, mudo de fornecedor. E nos relacionamentos afetivos, você da conta da existência dele? Dá certo, cada um cuida da sua parte, quando não mais for interessante, o acordo deixa de existir.

Perceba que seus resultados são temporários. Duram enquanto houver medo ou for vantajoso para cada uma das partes envolvidas. Mas infelizmente, são os poderes mais encontrados dentro de quaisquer relacionamentos. Para nosso conforto, existe um último poder, o baseado em princípios, em que todos deveríamos nos esforçar para aprender e praticá-lo para buscarmos relacionamentos mais saudáveis e duradouros.

Ele é baseado no respeito, confiança, ética. Quando tratamos as pessoas com base nesses valores, nosso poder de influenciá-las e, portanto elas fazerem o que queremos, aumenta e o interessante é que os resultados serão de longo prazo. As pessoas irão confiar na gente, porque nós confiamos nelas. Elas irão nos respeitar, porque nós escolhemos respeitá-las primeiro.

Pergunto: Quem é a pessoa que faremos o que nos pedir por nossa própria vontade, porque nós queremos e confiamos nela? Pode ser seu pai, mãe, avós, professores, gerentes, cônjuges. Aqueles que se relacionam com você por amor, com respeito, se importam com sua vida, com suas dores e querem te ver feliz. Deus é uma dessas pessoas na vida de cada um, porque Ele sempre respeita nossas escolhas, é honesto com nossas vidas e nos ama independente do que somos e fazemos.

Convido a buscar o poder baseado em princípios. Neste novo ano, que este seja o seu e o meu desafio. Além de uma decisão consciente de escolher cada vez mais se relacionar com Deus, sem dúvida aprenderemos mais desse poder, que pode dar mais sentido e valor aos nossos diversos relacionamentos.

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Autoria

Consultor de negócios e apaixonado por aprender sobre relacionamentos e viver e falar de Deus a você.