segunda-feira, 28 de abril de 2008

A pergunta de um milhão

Quem é você? Quem sou eu?

O ser humano é um poço de interesses, desejos revelados e também secretos, além de infinitos pensamentos que vem e vão ao longo de um único dia. Some a tudo, as emoções que explodem do seu íntimo em decorrência de apenas abrir os olhos e perceber ativa sua respiração.

Podemos, a princípio, nos analisar sobre esferas: a física, racional, emocional, financeira, social e espiritual. O interessante é que tais esferas se tocam se sobrepõe e então temos você e eu como uma variável que muitas vezes nos olhamos e não nos conhecemos. Acontece com você essa misteriosa sensação?

Imagine que não nos conhecendo, ainda tem gente que vive nos julgando por isso ou por aquilo. Será que existe justiça em tais julgamentos? As pessoas quase que sempre só tem um ponto de vista sobre nós. Não conhecem o todo, não sabem quem somos realmente.

São nos momentos de extrema inquietude, de não saber para onde ir, que devemos buscar Áquele que é o maior e vive próximo de você e de mim. Deus, o Pai, não vê as aparências, o aparente ponto de vista em que nos colocamos como que holofotes diante dos outros, Ele vai além, Ele vê e conhece profundamente o seu e o meu coração. Um Pai de detalhes e não de superficialidades.

A pergunta mais cara da história do universo, quem é você, só poderá ser respondida por Aquele que é onipotente, pode tudo, onipresente, está em tudo, e onisciente, sabe tudo. Não existe outro caminho. Mas como fazer então? Cruzar os braços e deixar a vida nos levar?

A resposta sábia certamente não é essa. Devemos fazer mão de todos os recursos visíveis e também invisíveis para nos auxiliar no conhecimento de nosso eu. A começar pelos cuidados com a saúde. Escolher o que lê, o que assiste, fazer bom uso dos benefícios que uma terapia pode lhe trazer. E acima de tudo buscar a Deus, pedir a outros que peçam por você a Ele, e viver sempre olhando para cima, como as belas flores do jardim do seu lar.

Guarde para sempre contigo: Você é um ser muito amado por Deus. Ele deseja fazer o impossível para te ver além do rio, onde não mais haverá dor, tristeza, preocupações e onde todas as lágrimas serão enxugadas. Mantenha mentalmente a promessa e prossiga com sua vida como ela está hoje, se aprimorando e procurando a verdade de um milhão.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Direção nas emoções


Já afirmei em reflexões passadas que somos variáveis complexas. Agora mergulho com você numa análise mais apurada sobre sermos variáveis e como desvendar os valores numéricos por trás delas.

Percebo ao longo das minhas experiências que somos um imenso caldeirão de emoções que formam um conjunto de variáveis. E detalhe, se não pararmos para separar as coisas, iremos tomar decisões com base nesse “mix” de sentimentos que ferve dia a dia.

Deus nos aconselha agir com base na razão. O que isso significa hoje para mim? Cada um precisa racionalizar suas emoções, organizá-las e definir estratégias para lidar com elas. Parece difícil, mas não é. Com auxílio que vem dos Céus, andando de mãos dadas à terapia, podemos desvendar os números que compõe esse emaranhado de incógnitas.

Posso classificar as principais emoções em dois grandes grupos: o medo e a insegurança. Por incrível que pareça, essas emoções tomam conta da gente a cada minuto sem nos darmos conta. São elas que no fim dirigem nossas escolhas, a menos que passamos a agir sobre elas também.

O medo é a ameaça que sentimos por algum fato que não temos controle. Um exemplo: medo de perder as pessoas que amamos. É natural sentir, porque é ruim perder aqueles que mais amamos, dói.

Por fim, a insegurança é um medo fantasioso que não tem elementos suficientes concretos para justificar ameaça, e está calcada no “E se .......”. Dela surge o que conhecemos como ansiedade que libera doses de adrenalina no sangue envenenando seu corpo. Muitas vezes a solução está na prática regular de exercícios físicos, porque deles a adrenalina é jogada para fora através do suor.

Perceba que o medo e a insegurança se confundem e a falta de diagnóstico quando é uma ou outra, nos deixa inertes atrapalhando nossas vidas. No entanto, sugiro a seguinte estratégia para lidar com as duas emoções:

O que estou sentindo? Será medo se houver ameaças fundadas, então permita senti-lo, porque o medo cria proteção e alerta. Se perceber perguntas em sua mente como “e se isso ou aquilo ......”, não deixe que elas ganhem tamanho, e decida mudar o foco. Um passarinho pode voar pelas nossas cabeças, mas só fará ninhos se permitirmos. Portanto, não permita viver os medos fantasiosos e assim não acumulará adrenalina que não precisa em você.

Deus tem um plano maravilhoso para cada filho e filha Suas. O inimigo fará o impossível para que cozinhemos nossas emoções em um caldeirão, nos levando a fazer escolhas com base no impulso e assim trazendo sérias conseqüências eternas. Pare, pense, peça ajuda, organize, separe e defina estratégias para tratar as emoções e certamente as coisas irão se clarear e você viverá imensamente melhor com os outros e consigo.

domingo, 6 de abril de 2008

O outro querer

Você gosta de dar presentes? Acredita firmemente que preenche as necessidades das pessoas?

Gostaria de expor um aspecto importante e que afeta completamente o nível de qualidade que se busca e alcança nos diversos relacionamentos.

Guarde a frase para sempre com você: “O outro pode não querer o que eu quero”. Todas ou quase todas as nossas ações em torno da outra pessoa com quem mantemos relacionamento estão enraizadas na tendência daquilo que queremos para nós e não para ela.

Convivemos fortemente com o egoísmo presente e sutilmente percebido em cada gesto, palavra ou pensamento. Voltar-se para si, preencher nossas próprias necessidades em primazia, depois ao outro, essa é a força motriz que direciona o homem como raça.

É difícil pensar que quando estamos presenteando, é provável que estejamos presenteando primeiro a nós. Mais difícil ainda é aceitar o fato de que a outra pessoa pode naquele momento não querer o que eu quero pra ela, simplesmente porque ela não quer.

Você pode dar tudo que você acha que ela precisa, mas não entender um pouco lá na frente que nada que você deu trouxe felicidade plena a ela, e por quê? Simplesmente porque ela não queria o que você achava que ela queria.

Você e eu somos variáveis complexas cuja fórmula se encontra nas mãos do nosso Deus. Ele nos conhece perfeitamente, sabe de nossos pensamentos e emoções, além de ter uma profunda e precisa noção do que você necessita agora e amanhã. Ninguém mais tem. Podemos nos esforçar, mas admitir que esse poder não é nosso, é o primeiro passo rumo a uma gestão saudável de relacionamentos.

Exige de cada um, humildade e vontade de conhecer o outro querer, não o seu. É um processo que se iniciado desde então irá lhe trazer bons frutos a médio e longo prazo. Mantenha em mente que você precisa identificar realmente o que o outro quer. Para isso saia do seu universo e mergulhe com o espírito e coração nas reais necessidades das pessoas.

Aprenda e aceite o fato de que o seu desejo para a outra pessoa pode não casar com o que ela quer. Desse modo, você estará construindo relacionamentos com prosperidade infinita. Tente, experimente e descubra o agradável e imensurável bem de atender verdadeiramente o outro querer.

Autoria

Consultor de negócios e apaixonado por aprender sobre relacionamentos e viver e falar de Deus a você.