domingo, 12 de outubro de 2008

Quem não se comunica...


Não é necessário completar, pois o ditado já é de domínio público. Posso citar outro: “quem tem boca vai a Roma”. Em síntese os dois apontam para uma necessidade indispensável em qualquer relacionamento: saber comunicar, que seja, um verdadeiro diálogo!

A palavra relacionamento no bom e velho dicionário significa: “1. ato ou efeito de relacionar(-se), 2. capacidade de relacionar-se, conviver ou comunicar-se com os outros, 3. ligação de amizade, afetiva, profissional, etc, condicionada por uma série de atitudes recíprocas”.(Aurélio século XXI).

Diante do significado real da palavra pouco se tem a acrescentar, pois o efeito maior e mais sentido é o prático. Deveríamos aprender a ouvir mais e a falar menos, como a própria anatomia humana sugere, se temos dois ouvidos e uma única boca. Diz as sábias palavras, “até um tolo quando cala passa por sábio”. Entretanto, como seria bom se aprendêssemos a ouvir, e ouvir mais, e ouvir para entender e não somente para responder. Atentos sempre a necessidade do outro (a), especialmente porque por trás de cada palavra existe um sentimento ou uma emoção. Já li no livro dos livros: “... o ouvido prova as palavras, como o paladar, a comida” (Jô 34:3).

Nas entrelinhas de cada discurso normalmente há um grito de socorro não declarado.
Ouvir para entender e não para responder. Ouvir para compreender, para relacionar, especialmente como já conceituado no dicionário e justificado na lei da física: ação e reação. Se quiser ser ouvido (a) aprenda a ouvir. Se desejar ser compreendido (a) aprenda a compreender. Essa é a beleza da reciprocidade e a singeleza do processo de comunicação: entender e se fazer entendido (a).

Mas a necessidade que temos é de falar para sermos ouvidos e por conseqüência “compreendidos”. Se for necessário falar, que falemos de nós mesmos e do que sentimos. Não fale do outro (a) e fale sim de você mesmo (a). Use sempre expressões do tipo “eu me sinto” ou “eu vejo de outra forma” e nunca diga “você me deixa assim” ou “você não faz o que eu gosto”. Assim evitará um confronto desnecessário e o despejar de acusações e erros alheios. Se não ficou claro, use o “feed back” e pergunte com educação, repetindo o que lhe foi dito, evitando um conflito por qualquer equívoco ou mal entendido. No clamor das emoções as palavras podem não ser ditas e nem ouvidas claramente.

Uma coisa é verdadeira: se mesmo tendo razão não soubermos falar, fazendo do jeito errado ou na hora errada, certamente perdemos a razão. É indispensável que haja um tom de voz ameno, um olhar atento e um semblante sereno de alguém que deseja acolher. E como está escrito: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”. (Provérbios 15:1).

O meu desejo é que, mais que uma boa conversa, um excelente relacionamento se traduza num especial ouvir de sentimentos. Então, feliz relacionamento para você!

Denise S. V.

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Autoria

Consultor de negócios e apaixonado por aprender sobre relacionamentos e viver e falar de Deus a você.