quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nascimento separado


É sabido que nascemos de um pai e uma mãe. No entanto, antes nascemos no pensamento de Deus. Em Sua mente somos criados anteriores à nossa existência. E com Jesus, como foi? Convido a me acompanhar nesta reflexão e entender com mais profundidade como nasceu o Filho do homem.

Jesus é chamado nas Escrituras como Emanoel, o Deus conosco. Emanoel já existia antes do Seu nascimento como podemos ver em João 1:14 “E no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus, o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Na passagem há três considerações: Princípio querendo dizer no começo de tudo; Verbo era utilizado com o sentido da Palavra; e carne querendo dizer que recebeu um corpo humano físico como você e eu.

Mas será que Emanoel nasceu exatamente como qualquer outra criança nasce? Certamente que não, uma vez que Sua mãe Maria, era virgem. Jesus nasceu através de uma ação do Espírito Santo, e, portanto, não houve fecundação. Era do propósito de Deus que Seu filho viesse nas mesmas condições de Adão antes da queda, ou seja, sem a marca de pecado.

É importante recordar que quando a humanidade se separou de Deus através de uma escolha em benefício próprio (chamamos a isso de pecado), o homem como raça perdeu a imagem que havia recebido do Criador. É como se ele sofresse uma mutação, e essa mutação envolvendo físico, moral, espírito então já modificados, fossem transmitidos aos descendentes, e foi assim que aconteceu e acontece até hoje.

Se Jesus nascesse recebendo herança de Maria, Ele seria “mutante” como você e eu, e aí Sua missão de recriar a imagem do homem à Deus seria uma missão impossível. Porque não podemos nos salvar a nós mesmos, e necessitamos de um Salvador, alguém puro, principalmente sem mutação moral e espiritual.

Há passagens em Hebreus 7:26, 1 Pedro 1:19 e 2 Coríntios 5:21 que afirmam a santidade, ou seja, inexistência de pecado no Filho de Deus. Tudo isso é para mostrar a você que não era possível que Maria tivesse participação na concepção de Jesus, ela foi apenas o meio pelo qual Ele nasceu, nascendo separado das nossas mutações.

Vale destacar que a vinda de Jesus ao nosso mundo é considerada mistério, mas que Deus desejou revelar a quem está pronto para receber a verdade. E Paulo deixa claro em Romanos 16:25,26 “ .. e o mistério foi revelado ...”

Através do nascimento de Jesus, você e eu podemos nascer novamente, recebendo nova moral e espírito, e assim estarmos pronto para entrar na casa de Deus e nunca mais experimentar as lágrimas do mundo de cá.

Se você ainda não O conhece, convido a deixá-Lo entrar pela porta da sua mente. Se você o conheceu em algum dia, e hoje está afastado da Sua companhia, não pense duas vezes, vá agora buscá-lo para não mais largar. A vida com Cristo já é difícil, sem Ele, torna-se impossível.

Guarde para reflexão: “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo” 2 Coríntios 5:17

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Espada de dois gumes

Basicamente nos relacionamentos humanos vivemos uma espada de dois gumes: a fala e as ações.

A fala pode ser usada como instrumento de coerção para ameaçar bem como punir aqueles que não fazem a vontade de quem fala, mas também serve como sistema de comunicação das mentiras, verdades, além de expressar intenções do próprio coração. A Bíblia diz: “A boca fala do que o coração está cheio” Mateus 15:18 .

A fala ainda pode atuar com o propósito de convencimento ou uma arma letal, e nisso temos uma advertência: “Do que guarda a sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma” Provérbios 21:23. Em resumo, a fala é um instrumento com poder para ser usada para o bem e para o mal, depende de sabermos fazer uso e escolher o alvo que almejamos atingir.

Mas existe ainda uma função da fala: segurar, às vezes até manipular a sua mente e o seu coração para ir ao encontro das intenções de quem dirige a palavra. Não que seja ruim essa função, desde que as ações estejam caminhando para andar em harmonia com a fala.

E então, chegamos às ações. As ações são como gritos para quem observa de fora. Através delas conhecemos verdadeiramente alguém, ninguém pode se esconder das suas próprias ações. Você pode enganar com a fala, talvez não por maldade, no entanto, por medo, insegurança, mas a mensagem que fica é ser impossível enganar quem quer que seja com as ações.

Isso vale para tudo, desde a esfera espiritual, passando pela profissional e alcançando a afetiva. As ações são a expressão clara de quem somos naquele momento, independente de fatores correlacionados a família, igreja, sociedade, e até mesmo Deus. Não que esses fatores não justifiquem as ações, mas o que é mostrado é o que capturado e entendido aos olhos humanos, recebendo impacto positivo, neutro ou negativo nos relacionamentos.

O problema se inicia quando as ações não sinalizam que vão de encontro com a fala e aí caímos na incoerência tendo como resultado direto, a perda de confiança de quem fala, e aqui é que mora o perigo. Podemos entrar num estágio que a ciência chama de desapego apropriado, que em poucas palavras significa: “nada do que eu faço mostra que sua fala e suas ações passam a andar em harmonia, então, eu simplesmente paro de fazer”.

E o próximo passo é o afastamento daqueles que se mostram incoerentes com suas ações e falas. Vivemos esse cenário no dia a dia, e precisamos cuidar para não viver a desarmonia entre nossas fala e ações. Guarde que somos observados aos detalhes, e depende de nós escolhermos andar no caminho do bem, procurando conciliar fala com ações, ou no caminho do mal, sendo incoerente no que falamos e agimos.

Faça hoje uma reflexão das suas falas e ações, e modifique uma ou outra para se estabelecer a harmonia, naquela que lhe for mais saudável e mais verdadeira para você e também para o seu Deus.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Órfãos dos Céus


Deus é Pai de todas as pessoas, saibam elas que Ele existe ou não. E muitos são os grãos de areia que não possuem a percepção da presença desse amoroso Pai cuidando delas dia e noite.

E por não terem a visão clara dessa revelação, seguem suas vidas. Acordam vez outra, sem disposição para dizer bom dia, se trocam e vão ao trabalho. Ali realizam suas tarefas, geram vendas, procuram aumentar sua visibilidade profissional, e retornam ao fim de mais um dia pra seus lares, sem se darem conta de que Deus estava com elas.

Esse grupo costuma compor os órfãos dos Céus. Vivem, tomam decisões, sofrem, alegram-se, e não tem conhecimento de que a vida delas também é guiada por Deus. Se soubessem as mensagens que só o salmo 23 já revela a elas: relacionamento, suprimento, descanso, cura, direção, propósito, provação, proteção, fidelidade, disciplina, esperança, abundância, benção, segurança e eternidade. Tudo isso e muito mais, encontramos na maravilhosa Carta de amor.

Mas acontece que Deus é Pai e, portanto, existem momentos específicos na vida de cada um, onde esse mesmo Deus, através da sua esplêndida graça, faz conhecer irmãos que reconhecem a paternidade do Criador. E mesmo assim, elas resistem acreditar, até mesmo aceitar a simples existência dEle. Mas Deus não desiste de mostrar que não somos órfãos, e estará tentando a todo custo demonstrar que Ele é o Pai que nunca falhará em Suas promessas de proteção e amor.

E quando esses órfãos se dão conta de que possuem um Pai. E que esse mesmo Pai escolhe participar a cada segundo de suas existências, essas pessoas tem suas vidas transformadas radicalmente. E passam a honrar o Criador no sucesso e no fracasso de suas tentativas. Honrar aqui significa aceitar com humildade os resultados que não temos controle, abrir mão de encontrar culpados, reconhecer nossos erros e virar a página daquilo que não mais tem linhas para continuarmos escrevendo.

Qualquer comportamento de insistência, de forçar, de usar da tática coercitiva para tentar alcançar nossos objetivos, está em desarmonia com a percepção de Deus em nossas vidas. Quem reconhece Deus o honra na alegria e na tristeza, e faz aquilo que depende unicamente de cada um fazer.

Uma ressalva para aqueles que dizem se professar filhos de um Deus vivo. Muitas vezes esquecem que são filhos e se vejam como órfãos mesmo dentro da igreja, mesmo se ajoelhando, porque no fundo não acreditam que Deus os ama ou colocam seus olhares nos homens que dirigem a igreja. Não acreditam na graça do Pai, porque esquecem que todas as coisas contribuem para o bem dos que amam realmente a Deus.

Guarde para reflexão: “Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome”. Apocalipse 3:8

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Comensalismo


Estudamos no colégio: comensalismo é uma relação entre duas espécies que vivem juntas, onde uma se beneficia dos restos da outra sem prejudicar a mesma. Convido a refletir no comensalismo adaptado para os relacionamentos humanos.

Primeiro: relacionar-se implica na convivência entre duas ou mais pessoas. Segundo: ninguém entra num relacionamento se não for para beneficiar-se, e a princípio, não existe nada de errado nisso.

No entanto, há relacionamentos que vivem ausência de gestão dos benefícios. São pessoas que aceitam o resto que a outra lhe oferece, conduzidas por falta de vida própria. Não se sabe se nunca possuíram ou deixaram de ter vida com assinatura. O fato é que ouvir de alguém “você é minha razão de viver” pode soar como uma declaração de amor, mas ao mesmo tempo, chega aos ouvidos como um alerta de que algo está em desequilíbrio ou em vias de entrar em profunda desarmonia.

É importante dizer: Se forem duas almas com características de, uma se beneficiar dos restos da outra, e essa não se sentir prejudicada, por incrível que pareça, esse relacionamento poderá durar por longa data, e elas vivem o que chamo de comensalismo emocional.

Mas se aquela que não deveria se sentir prejudicado se sente, então o relacionamento sofrerá ruptura para o bem ou para o mal. É inevitável, porque quando a outra percebe que você vive em função dela (seus pensamentos, são os pensamentos dela, seus gostos, são os dela), com o tempo essa mesma pessoa irá romper. Tudo porque você não cuidou da gestão dos benefícios.

Para se fazer uma gestão eficiente dos benefícios, implica antes de tudo, maturidade para aprender a viver com suas próprias emoções e não pedir emprestado. Significa dar um passo com grandes mudanças internas e também externas, e essas mudanças apavoram muita gente, e sabe por quê? Ou não sabem que existe um Pai que cuida delas e irá apoiá-la na transformação, ou então, sabem, mas não colocam lá muita confiança.

Não sei hoje como está a sua vida. Se for espécie que se beneficia dos restos sem a outra parte sentir-se prejudicada, a decisão é sua continuar neste comensalismo emocional. Por outro lado, se você se vê beneficiando-se dos restos, e percebe que a outra se sente prejudicada, então, convido a parar e rever o que espera pra você. Se realmente deseja manter-se beneficiando dos restos, deve procurar outra espécie para viver o comensalismo, porque mais cedo ou mais tarde, a ruptura virá e em seguida, a dor.

Lembre-se que a escolha é sempre sua, se colhe o que se planta, não há mágica nessa filosofia, ela é simples, real e dura. Viver em comensalismo ou não? Quem responderá? Talvez você, talvez seu Deus. Se for Ele, a promessa será cumprida, confie.

Autoria

Consultor de negócios e apaixonado por aprender sobre relacionamentos e viver e falar de Deus a você.