quarta-feira, 17 de junho de 2009

Espada de dois gumes

Basicamente nos relacionamentos humanos vivemos uma espada de dois gumes: a fala e as ações.

A fala pode ser usada como instrumento de coerção para ameaçar bem como punir aqueles que não fazem a vontade de quem fala, mas também serve como sistema de comunicação das mentiras, verdades, além de expressar intenções do próprio coração. A Bíblia diz: “A boca fala do que o coração está cheio” Mateus 15:18 .

A fala ainda pode atuar com o propósito de convencimento ou uma arma letal, e nisso temos uma advertência: “Do que guarda a sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma” Provérbios 21:23. Em resumo, a fala é um instrumento com poder para ser usada para o bem e para o mal, depende de sabermos fazer uso e escolher o alvo que almejamos atingir.

Mas existe ainda uma função da fala: segurar, às vezes até manipular a sua mente e o seu coração para ir ao encontro das intenções de quem dirige a palavra. Não que seja ruim essa função, desde que as ações estejam caminhando para andar em harmonia com a fala.

E então, chegamos às ações. As ações são como gritos para quem observa de fora. Através delas conhecemos verdadeiramente alguém, ninguém pode se esconder das suas próprias ações. Você pode enganar com a fala, talvez não por maldade, no entanto, por medo, insegurança, mas a mensagem que fica é ser impossível enganar quem quer que seja com as ações.

Isso vale para tudo, desde a esfera espiritual, passando pela profissional e alcançando a afetiva. As ações são a expressão clara de quem somos naquele momento, independente de fatores correlacionados a família, igreja, sociedade, e até mesmo Deus. Não que esses fatores não justifiquem as ações, mas o que é mostrado é o que capturado e entendido aos olhos humanos, recebendo impacto positivo, neutro ou negativo nos relacionamentos.

O problema se inicia quando as ações não sinalizam que vão de encontro com a fala e aí caímos na incoerência tendo como resultado direto, a perda de confiança de quem fala, e aqui é que mora o perigo. Podemos entrar num estágio que a ciência chama de desapego apropriado, que em poucas palavras significa: “nada do que eu faço mostra que sua fala e suas ações passam a andar em harmonia, então, eu simplesmente paro de fazer”.

E o próximo passo é o afastamento daqueles que se mostram incoerentes com suas ações e falas. Vivemos esse cenário no dia a dia, e precisamos cuidar para não viver a desarmonia entre nossas fala e ações. Guarde que somos observados aos detalhes, e depende de nós escolhermos andar no caminho do bem, procurando conciliar fala com ações, ou no caminho do mal, sendo incoerente no que falamos e agimos.

Faça hoje uma reflexão das suas falas e ações, e modifique uma ou outra para se estabelecer a harmonia, naquela que lhe for mais saudável e mais verdadeira para você e também para o seu Deus.

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Autoria

Consultor de negócios e apaixonado por aprender sobre relacionamentos e viver e falar de Deus a você.