segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Novo


Estamos nos momentos finais de mais um ano. É tempo para refletirmos em tudo que aconteceu, já que para aqueles que amam a Deus todas as coisas sempre contribuem para o bem.

Não importa o que tenha vivido no ano que será deixado, apenas tenha a certeza que Deus esteve com você todos os momentos, Ele sempre está e estará.

A reflexão de hoje não é sobre o velho e sim do Novo, o inusitado, aquilo que ainda está por vir, pois assim se pode definir em poucas palavras a entrada que o ano novo representa.

Aprendi através das experiências que é preciso se viver um dia por vez, e apenas um dia. O amanhã não pertence a mim nem a você, apenas ao nosso Deus que se importa com cada detalhe de nossa existência.

O novo assusta senão todos, muita gente. É mudança de direção, novos pensamentos, sentimentos, novo foco e relacionamentos. Quem sabe a vida lhe exigiu e você aceitou se posicionar diante de situações que até então estavam definhando seu âmago. O que sei é que não podemos saber como será o resultado lá na frente, mas temos uma certeza: Deus nos acompanhará em cada passo, se assim o deixarmos. E mais, se retroalimentarmos a confiança em Sua sabedoria, poder e amor por você e por mim podemos estar seguros de que o fim será o começo.

Outra vertente do novo é a insegurança que se manifesta naturalmente em nós. E lidar com a insegurança na maior parte das vezes nos coloca em estado de alerta, outras, perigo, tudo porque sair da zona de conforto seja profissional, social, emocional ou espiritual, é uma barreira construída, em alguns um pequeno muro, em outros, a muralha da China.

E a solução é se entregar inteiramente ao novo olhando minuto a minuto para cima e assim muito difícil sentiremos as raízes das dificuldades nos puxando para baixo.

Receba o novo trabalho, amor, amigos, família, hábitos, pensamentos, prismas de visão como o maravilhoso e perfeito plano de Deus que se realiza em sua vida. Mesmo se a situação for não de ganhos, mas de perdas, procure receber o novo como uma hospedaria recebe seus hóspedes, aceitando e acomodando o novo. Ame mais, sorria mais, confie mais, esqueça mais do que lhe tira a paz, ajude mais, ore mais, viva mais, seja mais feliz do que você já é e pode ser.

Relacpeople lhe deseja um Feliz e abençoado 2012, com realizações segundo a vontade de Deus em sua vida.

domingo, 30 de outubro de 2011

Amor eterno


O mês de Novembro é tipicamente lembrado por aqueles que já não estão mais entre nós. Lidar com a morte não é uma questão das mais fáceis, e exige conhecimento e sabedoria para nos possibilitar que a dor da perda passe e se acomode de modo saudável à nossa contínua existência.

Quando conhecemos alguém, seja de nosso nascimento ao momento que antecede nossa partida física ou emocional, e se foi um relacionamento caracterizado por sinceridade, transparência e grande parte do tempo rodeada de amor, não tem como não marcar nossas vidas. São pessoas que entram e permanecem vivas eternamente em nossos pensamentos, mesmo quando a morte chega.

Apesar do fôlego de vida um dia cessar, esta não é barreira para o amor e nunca foi. Deus deixou claro quando o homem como raça faltou com a confiança na Palavra de seu Criador: “o salário de nossa queda é a morte”. Esta chega a qualquer ser humano, por mais que sejamos as mais corretas, íntegras em tudo e com todos, e assim devemos ser se desejarmos realmente manter bons relacionamentos, sejam estes profissionais, familiares ou afetivos.

O interessante é que apesar de muitos pensarem que uma vez deixado o mundo, nossos familiares, amigos mais queridos, não vão para uma sala de cinema celestial assistir as nossas doenças físicas, mentais ou frustrações por escolhermos amar quem não deveríamos, por exemplo. Eles simplesmente descansam como se tivessem entrado num sono profundo. Pois Deus é amor para não permitir que o ser humano sofra com os caminhos das pessoas que ele ama. Seria mais um pesadelo do que sonho se assim o fosse.

No entanto, a morte não é suficiente para manter a chama do verdadeiro amor fraternal ou amigo se apagar. Enquanto estiver sendo alimentada em nossos corações, essas pessoas queridas permanecem vivas, por mais que deixemos de vê-las, ouvi-las e também conviver com elas.

E Deus como é Deus, nos deixou uma esperança que nunca pode sair de nosso foco: “Ele virá outra vez a esse mundo para despertar a todos que viveram na sua fé e a vida não mais terá fim”. Porque todas as lágrimas de decepção, humilhação e dor serão enxugadas por Aquele que nos ama com amor desde o Princípio.

Não tenha medo de sentir o vazio daquela pessoa que mais deixou sua vida leve. Se permita sentir a perda, porém, não deixe que a ausência de alguém se torne ausente de você, porque quando se realmente ama, a distância infinita não é suficiente para separá-los. E conserve a esperança do breve reencontro, quando a morte não tiver mais poder sobre os relacionamentos humanos.

sábado, 8 de outubro de 2011

Respeito


A palavra respeito tem sido esquecida nos corações pelo seu significado e aplicação nas diversas esferas do relacionamento interpessoal.

Se parássemos por instantes e fizéssemos lembrar nossa mente o poder e efeito do respeito em quaisquer situações que experimentamos, certamente os resultados colhidos seriam emocionalmente diferentes.

Respeito é ação ou sentimento que leva a tratar alguém ou alguma coisa com grande atenção, profunda deferência, consideração. Respeito é um ingrediente que não pode faltar quando você se relaciona consigo e com os outros.

Você deve praticar o respeito com seus desejos e necessidades em contrapartida do que a vida lhe possibilita num dado momento em particular. Em outras palavras, é preciso aprender a respeitar o tempo que Deus nos coloca e condicionar nossa mente a não forçar que as coisas aconteçam segundo a nossa limitada vontade.

Respeite o que seu coração possa estar sentindo, seja tristeza, rejeição, medo, insegurança, se permita simplesmente sentir. Respeite também que o tempo de Deus não é, na maior parte das vezes, o seu tempo.

Quando você e eu não respeitamos as condições que se encontram desfavoráveis ao nosso querer, não tenha dúvidas, podemos nos machucar e muito, e com que propósito? Se analisarmos veremos que faltar com respeito a ordem natural dos acontecimentos internos da nossa alma bem como externos, não irá nos trazer bens, pelo contrário, contribuímos para que o mal entre e destrua nossos princípios e valores. Ao passo que quando nos respeitamos, temos o maior presente que a vida pode nos proporcionar: paciência, crescimento e sabedoria.

Praticar o respeito com nosso eu é necessário, mas não suficiente se quisermos realmente viver relacionamentos pra lá de saudáveis. Precisamos praticar respeito com as pessoas a nossa volta. Respeitar o espaço de uma pessoa ao invés de invadi-lo com nosso egoísmo, respeitar as experiências bem como o tempo de cada um. E mais, dar respeito aos costumes, pensamentos, limitações e também fraquezas.

Aplicar verdadeiramente o respeito em nossos relacionamentos não é um pequeno desafio, porque o nosso natural é sobrepor o que pensamos, sentimos, falamos e agimos sem considerar quase a outra parte.

Somente a vida, grande professora de nossa existência, pode nos ensinar o verdadeiro respeito que é base se realmente desejarmos estar em plena harmonia com nós mesmos, com os outros e com Deus.

sábado, 3 de setembro de 2011

Flores


Convido você a me acompanhar numa reflexão sobre o significado, poder e impacto que as flores exercem nos relacionamentos.

Quem não se alegra ao ver um jardim todo florido? Ou qual é a mulher que não se deixa sensibilizar ao receber flores?

Eu, particularmente, sou apaixonado por flores. Aprecio a delicadeza, fragilidade, pureza e beleza singular de uma flor. Já parou pra pensar que enquanto conflitos são armados, corações se amedrontam e entristecem, as flores continuam eternamente na contramão dessa turbulência emocional?

Existe algo especial nas flores e que me atrai, elas são o espelho da mulher. Porque cada mulher tem seu perfume, sua sensibilidade e beleza ímpar, além de possuir o poder de colorir tudo e todos à sua volta. E como uma flor em sua mais íntima essência, ela se revela frágil e precisa ser regada com respeito, carinho, atenção, amor hoje e amanhã.

Contudo, as flores nos revelam uma lição que nunca podemos esquecer: elas permanecem sempre olhando para cima e assim não sentem a força das raízes as puxando para baixo. Por mais que você sofra decepções, amarguras com situações e pessoas, você deve se esforçar e procurar se manter olhando para Cima, ao Deus que está ao seu lado e fará o impossível para que seu jardim volte a dar flores das mais coloridas, perfumadas e belas.

As flores ainda tem o poder de aquecer o coração quebrantado bem como confirmar o quanto você é importante para uma pessoa. Também podem significar apreço, enfim, não importa muito o motivo que leva alguém lhe presentar com flores, o resultado de quem recebe quase sempre é de felicidade leve ou plena.

Para quem lida com flores existe a máxima: é preciso cortá-las para poderem voltar inteiras. A vida por experiência nos conta que ela é feita de altos e baixos, e portanto de tempos em tempos também somos cortados emocionalmente falando. E somente com o tempo voltamos inteiros. O interessante nesse processo é que existem pessoas com uma capacidade fora do comum de resiliência, isto é, superam o mais rápido possível passagens tristes que aconteceram consigo, sem ficar olhando pelo retrovisor do passado, e outras, já levam um pouco mais de tempo.

Sermos cortados como as flores faz parte, e se mantermos os olhos para Cima podemos ter certeza que voltaremos a ficar inteiros e assim teremos mais forças para enfrentar a caminhada dos relacionamentos. Apenas precisamos continuar sendo cuidados e regados com a água da fé todos os dias.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Timidez


A reflexão de hoje é uma análise ainda que superficial da timidez em nossas esferas do relacionamento humano.

Mantemos contato com os mais diversos círculos de influência social: família, amigos, colegas de trabalho. Com cada um interagimos em maior ou menor grau, e no momento da interação a timidez pode surgir às vezes como um sopro, outras até mesmo se revestindo de tempestade.

A timidez é uma sensação intimamente conectada ao físico e provocando reações químicas temporárias, imperceptíveis ou gritantemente escancaradas. Seu objetivo é paralisar a pessoa por segundos ou quem sabe minutos e seus efeitos se não cortados a tempo podem ser imensamente prejudiciais aos relacionamentos interpessoais.

Como possíveis consequências de deixar a timidez assumir o comando: perder a oportunidade de se destacar profissionalmente, quem sabe deixar passar o amor da sua vida, tudo porque a timidez segurou seu ser, colocou sua mente e corpo em algemas emocionais.

Será que precisamos ser reféns da timidez? Ou existem meios de combatê-la? Para sua e a minha alegria a resposta é sim, podemos desarmar a timidez. A vida é uma força propulsora de nos desafiar em situações que nos levem a dizer não à timidez, principalmente quando a timidez ameaça um ganho valioso como o simples levantar da mão numa sala de aula e questionar o professor de uma explicação mal compreendida.

Isso às vezes se torna um problema do tamanho do peso do mundo. Pasmem, mas há situações que nos sentimos assim, quando a timidez nos pega de surpresa e tentamos fazer de tudo para controlá-la, e onde então caímos numa retroalimentação que nos faz sentir mais acuados por essa nossa inimiga social número um.

E a solução na maioria das vezes é simples: “sorria. Com certeza as pessoas que estiverem próximas a você irão sorrir de volta ou pelo menos irão fazer um quase sorriso e isso irá ajudar a te relaxar” (HC). Porque o segredo está na tensão que a timidez ocasiona por situações que fazem todos, sejam 10, 100 pessoas colocarem o foco em você. E, portanto é preciso buscar mecanismos para relaxar, como sorrir.

Na Carta de amor a você e a mim nos foi dado um conselho: “alegrem-se sempre em Deus” (Filipenses 4:4). Eu penso que um dos motivadores dessa orientação foi a timidez, além dos elementos esmagadores, angústia e dor, que chegam de repente em nossas vidas.

Da próxima vez que sentir a timidez invadir seu espaço físico e emocional, simplesmente sorria e em questão de segundos essa sensação escravizadora desaparecerá como um vento que de tempos em tempos vem numa força descomunal mas sem percebermos se torna uma suave brisa a tocar a nossa pele.

domingo, 3 de julho de 2011

O Processo


Nós podemos nos encarar através de duas importantes etapas de vivência: o processo e o resultado. A maneira como lidamos com cada uma em particular fará a diferença em nossa estrutura emocional.

Tudo que pensamos em fazer é com intuito de convergir para um resultado. Encontrar a alma gêmea, constituir família, ser empresário, viajar pelo mundo, conseguir a vida eterna, enfim, são tantas intenções de resultados que muitas vezes a ansiedade parece nos roubar de nós.

O ser humano precisa de objetivos, ele anseia de uma visão do que realmente quer a curto, médio e longo prazo e a partir do estabelecimento de sua missão, ou seja, o que farei, que passos darei para chegar lá, assim experimentar o processo para conseguir os resultados almejados.

Porém, parece paradoxal o que vou dizer, mas o processo importa para nossa vida quatro vezes mais que o resultado em si. É a preparação, a caminhada, vitória ou derrota de situações da vida, sem pular nada, que Deus vai construindo nossa estrutura emocional para lidar com os mais diversos desafios que se colocam à nossa frente. Muitas vezes bons, outros, aparentemente dolorosos, mas todos têm um propósito que é invisível ao nosso coração: fazer-nos crescer emocionalmente.

Alcançar o resultado é desejável, mas não deveria ocupar nossa mente vinte e quatro horas do dia. É através do processo que iremos nos preparar para ser o melhor pai, o mais assertivo empresário e nos transformarmos no caráter que Deus pede de nós.

E quando o resultado não vem como planejamos? Perdi a pessoa que mais amava, meu casamento não deu certo, não consegui construir a empresa que pretendia, o que fazer? Muitos se sentem frustrados, derrotados, vivem de remorso e se culpam às vezes a vida toda, se definhando no âmago de suas almas, porém essa não deveria ser a reação comportamental às aparentes derrotas.

Devemos recordar que o processo experimentado nos dará todos os subsídios e suporte para que da próxima vez ao tentarmos, teremos maiores condições de chegar lá e não duvide, você chegará se continuar investindo mais e mais no processo.

Por isso que nosso Deus nos deu uma valiosa orientação: “viva só o dia de hoje”.

Sugiro que cesse seus pensamentos só no resultado ou na falta de, pois quem só pensa e não age, tende a viver uma vida em constante balanço, vai e volta, e nunca sai do lugar.

Que Deus possa orientar sua vida a experimentar mais processos, enxergá-los como valiosos e não deixar sua alma ansiosa para atingir logo o resultado, porque no final de tudo o que realmente importa é o processo.

sábado, 11 de junho de 2011

Sede de amar


Ter sede é sentir falta da água, que alimenta células e todo organismo a continuar o ritmo pulsante e alucinante da vida.

Com relação ao coração não é diferente. Sentimos também uma sede especial que é complexa descrever em palavras, onde corpo, fala e pensamentos convergem para sensações únicas que se traduzem no verbo intransitivo direto amar.

Fomos criados para amar e ser amados. Está na essência do sangue humano viver o amor sem limites daquele que nem forças, poder ou dominação de pessoas conseguem segurar.

Ter sede de amar se traduz em não se esquecer de amar, sentir a saudade que atormenta a cada minuto longe da pessoa desejada, é o que falta para completar a vida, pois quando se ama se vive para ela e se sente mais feliz com a felicidade dela. Na Carta de Amor escrita por Deus encontramos uma declaração do que é viver com sede de amar: “Você faz disparar o meu coração com um simples olhar” Cantares 4:9

Portanto não existem dúvidas que a sede de amar é uma necessidade que quando preenchida alimenta mente e alma. E para experimentar continuamente essa sede é preciso que seu ser esteja disposto a viver em entrega: entrega de pensamentos, emoções e acima de tudo da mais íntima identidade do eu à pessoa que se deseja matar a sua sede.

Porém, nem sempre percebemos a sede de amar. Elementos estranhos como a dor, a tristeza, o medo, a culpa, a frustração podem por pouco ou muito tempo bloquear a sensação de sede iminente. Tais elementos provocam feridas que ultrapassam o físico e atingem em profundidade a alma.

Sentir sede de amar tem a ver com dar permissão para que a outra pessoa a ame. É você estar aberta a um relacionamento. Uma vez ouvi de uma pessoa especial: “nem todas as experiências que vivemos são positivas e algumas vezes saímos muito machucados e decidimos que queremos ficar só por um tempo; se naquele espaço de tempo (que a pessoa sente-se magoada) alguém tentar se aproximar, é muito possível que a pessoa que tenta se aproximar não terá sucesso uma vez que a pessoa almejada não irá enxergar as qualidades básicas que a faz se interessar por alguém”.

Em outras palavras, você não vai saciar a sede de amar da outra pessoa que está ferida, porque ela não vai perceber que tem tal sede, e muito menos sua sede de amar será saciada por ela também. Isso é um ciclo que quando retro-alimentado pode trazer muita ansiedade acompanhado de decepção aos corações que tem sede de amar.

A solução para que você sinta a sede que é clamada de dentro de seu âmago é fazer as pazes com o passado, confiar que Deus está sempre ao seu lado não importa o que acontecer e acreditar em você como pessoa que pode numa via de duas mãos ser amada e amar sem limites.

domingo, 29 de maio de 2011

Arrependimento e Perdão


Em nosso relacionamento com as pessoas sempre cometemos deslizes, impossível seria não magoar alguém cem por cento do tempo. E o motivo é apenas um: somos humanos, falíveis por mais que nos esforcemos pela perfeição. Essa é a condição natural do homem como raça.

Portanto, é fato que mais cedo ou mais tarde todos venhamos a cair, errar em nossas escolhas. Às vezes a queda é leve, em outras circunstâncias, ela pode ser grave, e quando grave vivemos a culpa que a mente condicionada pelas nossas redes sociais nos acusa sem dó nem compaixão.

Existem pessoas que passam a vida se culpando por erros que já passaram, se definham por dentro por não aceitarem que errar não é o pior dos mundos e faz parte de nossa condição existencial. Não fui um bom cônjuge, falhei como pai, traí meu melhor amigo e essa lista parece não ter fim. Remoem, ressentem quase que vinte e quatro horas do dia suas falhas que já estão no passado. Elas não se dão conta ou não acreditam que Deus criou o arrependimento para libertá-las de quaisquer culpas que possam ainda alimentar.

Arrepender-se é o passo mais importante para se libertar da culpa. O rei Davi, grande aos olhos de Deus, cometeu erros graves, e enquanto ele remoia as falhas, chorava por fora e também por dentro, resultado: não tinha paz, vivia em agonia, sem alegria na sua face e no coração. Porém, chega o grande dia em que esse mesmo rei se arrepende dos seus feitos e aqui começa um processo maravilhoso que cada um de nós precisa se apegar e então todos os nossos problemas serão solucionados.

Quando o ser humano se arrepende e confessa seu erro não a outros homens, mas ao Deus que o criou, esse mesmo Deus no mesmíssimo instante perdoa você. E perdoar significa esquecer, apagar completamente da mente de Deus sua falha, seja ela pequena ou não. Há tantos exemplos assim na Carta de Amor de Deus, por que insistimos em não acreditar?

Errei, me arrependo, confesso meu erro pra Deus, Deus me ouve e como conseqüência, esquece pra sempre meu erro, e me proporciona vida nova. E posso a partir daí viver a vida que eu quero? Não necessariamente, Deus pede que você conduza sua vida em harmonia com a vontade dEle. Isso nem sempre é fácil de identificar, porém, se você pedir a Deus orientação, Ele lhe dará.

Você pode estar pensando: entendi, Deus esquece minhas falhas quando me arrependo, e então tudo ficará perfeito na minha vida? Deus perdoa, mas a natureza, o tempo, não. Você terá que colher as conseqüências de cada escolha que faz. Foi assim com Davi não seria diferente com cada um de nós.

Porém, por mais longe que você tenha ido em seus erros, saiba que sempre é possível parar onde está e deixar Deus ir até você. Ele quer salvar você, quer lhe dar um coração novo, vestes novas, Ele está ansioso para trocar suas vestes sujas, por uma roupa limpa e perfumada.

Essa é a esperança que Deus coloca na vida de cada pessoa. Por que não experimentar hoje o arrependimento que liberta? Por que não deixar Deus trocar suas roupas que estão sujas, mal cheirosas, por roupas que ninguém nunca viu ou pensou que pudesse existir?

“Faça as pazes com o passado e assim esse mesmo passado não irá atrapalhar você no seu presente”. (autor desconhecido)

sábado, 7 de maio de 2011

Amor e Paixão na vida de uma mãe


Nosso nascimento não seria possível se não fosse através do ventre de uma mãe.

Existe a mãe pragmática, coruja, boa, humilde, mas também existem as mães perversas, egoístas, arrogantes, irresponsáveis a ponto de abandonarem uma criança numa lata de lixo. Nessa vida encontramos basicamente dois tipos de mãe: aquelas orientadas por Deus e as mães que vivem da ausência do Criador, longe de Seu convívio e ensinamentos sábios para se educar uma criança nos caminhos do Senhor.

Posso investir páginas e páginas para descrever cada tipo de mãe com suas qualidades, mas quero concentrar a reflexão no conceito do amor de uma mãe e o sentimento de paixão como sua maior inimiga.

Quando você é mãe seu mundo passa a ser o mundo de seu filho, toda atenção e dedicação vão para a criança e não mais para suas carências ou desejos. Seu nível de preocupação aumenta exponencialmente, porque você, como mãe, quer proteger o filho de toda ameaça iminente da vida. E nisso podemos resumir o amor de uma mãe como sentimento sereno, que cresce com o tempo e somam sentimentos, ele não é egoísta, ele compartilha alegria e adiciona “compaixão. É um amor de confiança, fé e esperança, um ensinamento de Deus.

Essas mesmas características do amor podem se aplicar a duas almas, porque amar é antes de tudo respeito por si e pelo outro, é deixar a pessoa livre para escolher ficar ou partir, é somar e não diminuir, é dar e não reter, em essência, o amor constrói.

No entanto, muitas vezes muitas mães se deparam com a paixão em suas vidas. Essa, próxima do amor, pois se confunde com o seu falso propósito, e tão distante, porque ela é completamente antagônica ao que o amor oferece, a paixão é destruidora, ela arrasa caráter, corações e lares. Quantas e quantas vezes vemos o marido e pai, se deixar levar por uma paixão e assim as conseqüências mais desastrosas ele deixa bater na vida de uma mãe.

É natural que temos curiosidade de conhecer a paixão, experimentá-la, porque sentir-se apaixonado tem um lado bom, você se sente mais vivo, mas tem um lado escuro e perigoso: a paixão faz a pessoa perder a capacidade de pensar, a torna possessiva, controladora e egoísta, faz a pessoa cometer loucuras prejudiciais a si e a muita gente ao seu redor. A paixão faz um homem deixar família, abandonar pessoas que o amam para viver “momentos fulgazes” de desejo, porque a paixão não pode esperar, ela é imediatista, é pra ontem. A paixão, quando descontrolada, certamente não é um ensinamento de Deus.

E na medida em que esse sentimento inimigo entra na vida de uma mãe, como resultado final, ela acaba por ficar sozinha muitas vezes para cuidar dos filhos e torna-se uma mãe extremamente guerreira, porque terá que enfrentar cada dificuldade sem ter ajuda financeira, moral e/ou emocional, própria de um homem. Sua vida fica ferida, dura, sofredora e angustiada, tudo porque a paixão “picou” sua família, e o interessante é que mesmo assim, a mãe mostra sorriso, alegria contagiante dando aos seus filhos a esperança que tudo vai ficar bem.

Uma analogia: o pecado, como paixão desse mundo, levou Deus a entregar Seu próprio Filho. Ele sabe mais do que ninguém o que a paixão produz numa família que antes vivia em harmonia e feliz.

O conselho é que cada ser humano saiba diferenciar a paixão do amor, e não em teoria, mas através da própria experiência de vida, e que isso aconteça antes de escolher com quem vai se casar, porque só então a família terá a essência para se fortalecer no amor verdadeiro de um casal ensinado por Deus.

A você, mãe guerreira, meu Feliz dia das mães. Que o Deus que é pai e mãe, possa fortalecê-la sempre a não desistir e manter os olhos fixos para cima e assim não sentir a força das raízes da vida a puxando pra baixo. Porque aconteça o que acontecer, Deus a conhece em todos os seus passos e nunca a deixará sozinha e mais: “um dia Ele enxugará todas as suas lágrimas” e a dor, humilhação, angústia, tristeza não mais terão vez, porque as primeiras coisas já passaram.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O sentimento do amor


A palavra amor é usada em muitos contextos, de diferentes maneiras, na maioria das vezes banalizada pela mídia e pessoas no geral. Se formos pesquisar, descobriremos que há uma mistura de sentimentos em torno do amor. Porém, vou me concentrar na reflexão para falar do amor entre um homem e uma mulher. Certamente existem muitos outros tipos de amor.

Definir o amor entre um casal parece simples como dizer: eu amo minha casa, meu emprego, meu carro, meu cachorro, no entanto, quando se fala de amor dentro desse contexto, precisamos recorrer Àquele que criou o homem e a mulher para entender ainda que superficialmente o conceito.

No livro de Cânticos, Deus deixa claro o que é o amor entre um casal. E surgem três diferentes palavras originadas no hebraico e inter relacionadas ao amor. Segundo nosso Criador, o amor é formado por três chamas: Raya, Ahava e Dod. Vamos analisar cada uma em mais detalhes.

Raya é a chama da amizade. Não falo de uma amizade superficial, de colegas, mas quero expressar aqui uma amizade em que ambos estão dispostos a entregar suas chaves e abrir as portas do coração, expor completamente nua a alma porque se confia um no outro. Então, manter essa chama acesa em poucas palavras é cultivar amizade duradoura, enriquecedora e em constante aperfeiçoamento, a ponto de cada sentir o que o outro sente: sentir-se triste com a tristeza do outro, bem como sentir-se feliz com a felicidade do outro, alcançando a plena empatia.

A segunda chama Ahava compõe o afeto profundo culminando no compromisso. Em todo casal deve existir compromisso, porém, para Deus, não é um compromisso obrigado pela lei, sociedade, família, amigos, é um compromisso de se ter a vontade maior de ficar ao lado do outro, porque dessa maneira cada um se sente melhor ainda. Já ouvi um relato que nos faz pensar na profundidade e intensidade desse compromisso: “é como se naquele tempo e espaço, você não quisesse estar em nenhum outro lugar, fazendo nenhuma outra atividade que não fosse estar com o outro.

Aqui vale uma analogia: guardar o sábado por obrigação, medo, é viver compromisso superficial, até mesmo fantasmagórico, porque não é real, autêntico, daqueles que o guardam com felicidade na alma, não é um peso, um fardo, é uma alegria que não se tem palavras para se descrever.

E por último, Dod é a chama da intimidade física. É o ponto onde os corpos se encontram e atingem o ápice de acesso ao outro, trocando não apenas sensações físico-químicas, mas tocando a alma do outro. Se comunicando numa linguagem sem palavras, porém, onde se diz tudo: eu amo você de corpo, de mente e espírito. Se começa com o diálogo rico e que preenche, passando pela atenção espontânea, deslizando para as carícias e inicializando a ligação no sexo.

Para o amor existir, as três chamas precisam coexistir e num equilíbrio perfeito que é orientado pelo próprio Deus. Se uma faltar, certamente o aquecimento das outras duas será insuficiente para se produzir e manter o amor. Qualquer coisa fora das três chamas pode ser tudo, menos amor.

Portanto, quando você houver falar de amor entre um homem e uma mulher, não banalize, pare, pense e coloque as três chamas no contexto do cenário e o quanto cada uma está ausente ou presente no relacionamento.

domingo, 27 de março de 2011

Tudo posso


Será que tudo podemos realmente?

Na Palavra de Deus há: “tudo posso nAquele que me fortalece” @Filipenses 4:13. E venho refletindo em termos de vida prática o que isso significa na essência e quero compartilhar com você minhas impressões.

Somos seres totalmente tendenciosos em pensar e fazer coisas que mais tarde nos arrependeremos; e esse padrão de comportamento faz parte de nossa natureza. Porque nascemos e vivemos errados teologicamente falando. Não é fácil praticar o bem em nosso simples dia a dia. Vire e mexe cometemos falhas aqui, acolá, e assim nos culpamos, nos achamos fracassados, magoamos pessoas, sentimos remorso, às vezes, arrependimento, e assim é nossa vida.

Se tentarmos acreditar que tudo podemos por nós mesmos ou porque temos poder, status, dinheiro, prestígio, ou sei lá mais o que, não duvide, estaremos cometendo o maior engano de nossa existência: muitos podem muito, porém, não tudo.

Precisamos aprender através da dor, de quedas ou não, que o que estiver ao nosso alcance realizar, devemos fazer: decisões que precisam ser tomadas e dependem singularmente de nós, mudança de estilos de vida, e o que for impossível, temos a obrigação de aprender a deixar Deus realizar.

Quando o relato bíblico menciona que tudo podemos nAquele que nos fortalece, primeiro: o texto fala de Jesus, o responsável por nos dar força; segundo, ser fortalecido por Deus não significa necessariamente viver uma vida sem problemas, porém, com Ele tudo posso suportar, cair de pé, manter a cabeça erguida, aconteça o que acontecer.

E agora vem a chave para experimentarmos na prática essa promessa: é preciso nos tornar pessoas de oração. Aqueles que permanecem conectados através de estudo, meditação, pensamentos e conversas dirigidas ao Mantenedor da vida, o Maravilhoso Yavé, esses sim podem tudo.

Através de minha própria experiência de vida aprendi que viver com Deus em oração é o pré-requisito para se cair de pé nos relacionamentos. É uma paz que inunda seu coração mesmo enfrentando obstáculos de origem física, social, emocional. É o escudo que cada um de nós precisa para sobreviver a este mundo que a cada dia geme as dores de parto de um início do fim.

Deus disse mais: se permanecer nEle, Ele permanecerá em você, sem Ele é impossível produzir bons frutos, realizar o bem, no entanto, se permanecer nEle, os frutos do Céu certamente virão a inundar sua vida.

Se hoje você tem dificuldades, lembre-se: tudo posso nAquele me fortalece e isso é plenamente possível através da oração dirigida ao Deus que simplesmente te ama e vive completamente ansioso para que você permaneça nEle.

domingo, 6 de março de 2011

Maçãs do topo


No dia de hoje escolhi o tema maçãs para falar de você, mulher. Convido a me acompanhar nessa reflexão e confirmar o seu valor não apenas diante do mundo, mas para você mesma.

Quando falamos em maçãs podemos considerar dois tipos: as que estão no topo da árvore e as que estão no chão. O que diferencia uma da outra é basicamente sua qualidade. As do topo estão presas a ramos e, portanto sendo alimentadas pela seiva que corre através da macieira e se revelando maravilhosamente belas. Já as que estão no chão não estão mais no ramo e sofrem um processo de putrefação, ainda que lento, mas progressivo.

Aquelas que estão no topo possuem ainda uma característica especial: são difíceis de “pegar”. Para alcançá-las é necessário coragem, esforço, disposição da figura masculina, em outras palavras, dá “trabalho”. Um dos traços que o homem precisa ter em seu interior para alcançar a maça do topo é ser seguro de si, também é necessário dar de seu tempo e mostrar quem é em sua essência.

E aqui começam os conflitos porque nem toda figura masculina quer se revelar para conseguir a maçã do topo. Talvez porque isso o assuste, ou quem sabe ao se revelar ficará profundamente decepcionado com o que for encontrar. Não importa muito os reais motivos, o que está em consideração são suas ações e o que o motiva em seu coração: vale a pena correr o risco de alcançar uma maça do topo?

E mulher não se preocupe: a resposta sim ou não vai depender do nível de amor que o homem tem por si mesmo, nada tem a ver com você. Porque lembre-se: você é maça do topo, tem um valor incalculável traduzido na sua beleza ímpar, alegria, simpatia, atenção, charme, inteligência e muitas outras qualidades que fazem você, mulher, ser única na vida de nós, homens.

Então, quem entra no cenário? As maçãs do chão ou homens que querem forçar mulheres do topo se sentirem como se fossem do chão. Porque as do chão tem algo que atraem certa categoria de homens: são fáceis de se conseguir, não é necessário revelar quem é você, investir tanto tempo, porém, eles esquecem o principal, essas maçãs tem vida útil curta e simplesmente não preenchem o vazio que todo homem possui.

Se hoje você, mulher, continua no topo da macieira, não se desespere, nem chegue a cogitar a possibilidade de se jogar no chão, porque você é mulher virtuosa, linda aos olhos de Deus, e certamente virá o valente para escalar até o topo da macieira e conquistar o seu coração.

Desejo a você um Feliz dia da mulher, repleto de luz, amor e Deus em todos os seus caminhos. Você é maçã do topo, linda ontem, hoje e amanhã e nunca deixem afirmarem o contrário.

Para você, maçâ do topo, fica a reflexão: “mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor muito excede ao de rubis” Provérbios 31:10

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Gestão nas diferenças


Todo relacionamento amoroso é caracterizado por duas personalidades únicas e elas possuem muitas qualidades e também muitas diferenças (aquilo que nos incomoda). Normalmente o que mais ficamos atentos é nas qualidades do outro: beleza, inteligência, bondade, e, a lista se segue parecendo não ter fim.

Quando nos apaixonamos aí que prestar atenção nas diferenças do outro se torna uma tarefa quase impossível. Como dizia o poeta William Shakespeare “Aprendi que ninguém é perfeito, até me apaixonar por essa pessoa”.

Porém, aqui está um possível deslize que pode trazer conseqüências dolorosas mais lá na frente. Não estar atento às diferenças do outro e negligenciar o diagnóstico se consegue lidar com elas é o primeiro passo para se viver um relacionamento ruim.

Defino um relacionamento ruim como aquele em que se vive um martírio, fardo insuportável, lhe fazendo sofrer dia após dia. É marcado pela presença constante do sofrimento, perda do brilho dos olhos, responsável por secar os ossos pela angústia que lhe consome. Tudo porque você percebe depois de um, dois, três tempos que não tolera lidar com as diferenças do outro.

A reação imediata é tentar mudá-lo com o propósito de remover as diferenças. Porém, ninguém muda ninguém. É ilusão pensar que podemos mudar alguém. “Como o barro nas mãos do oleiro, assim somos nós nas mãos de Deus” Jeremias 18:6. Somente Deus tem poder para nos transformar e se Ele decidir aplicar a passagem acima em sua vida, não tenha dúvidas, você vai mudar e para melhor.

Eu acredito que é possível se viver um relacionamento bom. Onde dois inteiros reconhecem e valorizam as qualidades um do outro, mas principalmente aceitam e aprendem a lidar com as diferenças.
Por isso, ao se relacionar, é necessário gerenciar as diferenças, estando atento ao que lhe incomoda no outro e analisar se é possível lidar com isso.

O cenário ideal é as duas se apaixonarem ao mesmo tempo, e assim cada um verá o outro perfeito, e se elas souberem alimentar o fogo dessa paixão pela vida toda, o sofrimento nunca baterá à porta desse relacionamento.

Finalizo a reflexão com uma analogia bastante rica em significados para mim: um relacionamento a dois é como uma caixinha escura e fechada. Ali há coisas muito boas (as qualidades um do outro), mas também existem coisas ruins (as diferenças). Só que para recebermos as coisas muito boas e queremos muito, precisamos antes aceitar sem reservas as coisas ruins. Se assim escolhermos, poderemos viver bons relacionamentos, se negligenciarmos e tentarmos mudar o outro, o sofrimento estará dia após dia, ao nosso lado.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Felicidade do outro


O tema é com base num insight que recebi de uma pessoa especial e quero compartilhar com vocês, meus leitores, um pouco mais da chave para um relacionamento durar toda uma vida.

Nós crescemos pensando que precisamos encontrar alguém para nos fazer felizes. Muitos casamentos se dão com esse propósito: “ele é o homem que vai te fazer feliz, ou ela é a mulher pra sua felicidade”, e assim acabam se dando e acreditando fielmente nisso. O que acontece depois de um tempo? Descobrem que por mais que o eu se esforce em fazer o outro feliz, pouco conseguem de resultados.

E se culpam e perguntam lá dentro de seus corações: Onde errei? Porém, se existe um erro, ele está no foco que é dado à existência do relacionamento: “vivo para fazer o outro feliz” ou “só serei feliz se o outro me fizer feliz”. Percebam que pensando e agindo com esse foco, toda a responsabilidade pela felicidade do outro depende exclusivamente de você. Passamos a carregar um peso que definitivamente não é nosso. E a sociedade nos leva à culpa por não termos conseguido fazer o outro feliz.

Todavia, ser feliz tem a ver consigo mesmo. Remete a aprender se amar antes de amar alguém, a se gostar e se cuidar antes de querer gostar ou cuidar de alguém. E quando se atinge a auto-felicidade, então viver um relacionamento saudável é: “sentir-se feliz com a felicidade do outro”. Quando li essa frase, refleti muito em seu real significado porque aqui começa a verdadeira morada do amor.

Então pensei: Para sentir-se feliz com a felicidade do outro, é preciso abrir mão do egoísmo em primeiro plano, desfazer-se de qualquer sentimento de competição ou inferioridade, por isso, tem-se que buscar a sua própria felicidade antes de querer se comprometer com a felicidade do outro.

Deus é amor e Ele se sente feliz com a felicidade de cada filho e filha Seus. E ressalto que Deus não é o responsável pela nossa felicidade ou infelicidade como muitos acabam atribuindo a Ele. Nós mesmos somos os maiores responsáveis, através de nossas pequenas escolhas que fazemos e recebemos como resposta da vida as conseqüências boas ou ruins de nossos atos.

Um relacionamento saudável é como “uma árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo, as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará (Salmo 1:3). Isso remete a um casal de inteiros, onde cada inteiro equivale a um ser que já é feliz e, portanto está pronto para sentir-se mais feliz com a felicidade do outro.

sábado, 15 de janeiro de 2011


A reflexão é para nos fazer pensar na dinâmica que deve existir para que um relacionamento tenha chances de ser bem sucedido.

Não há dúvidas de que toda mulher tem necessidades, “algos” que lhe faltam bem lá no interior de seu coração, percebidos na superfície de sua vida como vazios e que precisam ser preenchidos quase como um grito de socorro para que suas belezas interior e exterior permaneçam em harmonia. Essa é a essência da alma feminina, o movimento da sua vida acontece através do coração.

Por outro lado, temos o homem, ele também tem necessidades, que podem quase sempre ser traduzidas em desejos, e por quê? Porque o homem em sua essência não é movido pelo coração e sim por impulsos, propósitos, às vezes egoístas, outras vezes não. O foco do homem está em saciar o físico que é disparado por reações físico-químicas misturadas ao psicológico de querer dominar, conquistar, seduzir, se sentir seguro.

O cerne da questão é como conciliar necessidades da mulher com desejos do homem para que um relacionamento que deve ser é feito a dois, não a um e meio ou meio, realmente dê certo. Parece uma fórmula impossível de ser calculada.

O homem precisa dar de si para conseguir captar, perceber e agir diante das necessidades da mulher. Apenas quando ele abre mão de seus desejos para ir à busca frenética pelas necessidades da mulher é que um relacionamento começa a sinalizar as boas chances.

Porém, o homem somente agirá com esse propósito se ele conseguir captar a essência da outra pessoa e essa essência precisa atendê-lo. Uma das necessidades masculinas, que são poucas, é encontrar essências femininas que lhe dêem alegria, prazer, satisfação. Quando ele encontra a sua essência, ele se apaixona e desenvolve o sentimento do amor por ela, parece mágico, mas é assim que funciona na mente e no coração do homem.

Todavia, dependendo da sua maturidade emocional, esse amor pode ainda ser carvão, mas com o tempo se tornará um valioso diamante, se ele se esforçar, e ele somente se esforçará se a essência feminina conseguir iluminar o seu ser. Dificilmente a mulher deixará de corresponder, se ele agir certo.

Deus fez o homem e a mulher para viverem juntos e felizes. Onde ele preenche as necessidades dela, e ela atende aos desejos dele. É uma relação de troca e será ricamente saudável se ambos entenderem claramente seus papéis e responsabilidades no relacionamento e viverem a condição primordial: que não tenham medo de fracassar.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Recomeço com Deus


Inicia-se um ano desconhecido aos nossos corações. Não sei o que você viveu até aqui, porém, se sua mente está confusa ou perdida, saiba que sempre é possível recomeçar.

A vida é uma caixa de surpresas. Vivenciamos situações de alegria, paz, prosperidade e também experimentamos momentos dolorosos com decepções e um desânimo que parece nos inundar. Quando isso acontece perdemos muitas vezes o chão, nos encontramos em meio a uma tempestade de poeira que mal conseguimos abrir os olhos. E perguntamos: Por quê comigo? E agora? A esperança parece ser arrancada de nós como a areia que sai da palma da mão levada pelos ventos.

Essa é a sensação de muitos, por acontecimentos como a perda inesperada do emprego, a vinda de uma doença que ninguém esperava, dívidas que nos engolem do dia pra noite, um casamento desfeito, o desaparecer da pessoa amada, e assim a soma parece não ter fim.

Existe uma constatação por mais difícil aceitar: a vida é tão frágil que qualquer pessoa pode num piscar de olhos ver seu castelo que em sonhos foi construído ser derrubado. E diante disso temos dois posicionamentos: um é entrar numa caverna e se revestir da culpa, deixar que o medo nos paralise enquanto a vida segue seu rumo através do Sol que nasce, das flores que brocham, dos pássaros que cantam, das crianças que nascem.

Outro posicionamento é decidir recomeçar tendo como propósito tornar o limão amargo que se instalou em você numa saborosa limonada. Falo de um recomeço com pequenos começos e Deus guiando seus passos um dia de cada vez. E para esse recomeço é necessário se revestir de humildade para aceitar os pequenos começos, agir, vislumbrar o que você poderá alcançar, enxergar os pontos positivos no outro, resistir fazer leitura somente dos defeitos e o mais importante: confiar em Deus em todas as novas situações.

Perdeu o emprego? Busque um novo, grite ao mercado que você existe. Seu amor se foi? Acredite que você é capaz de amar muitas e muitas outras vezes, pois como dizia o poeta, somos apaixonáveis. Tenha atitude e não deixe que o medo de fracassar impeça você de jogar.

Invista todas as suas forças nos pequenos começos. Recomeçar com Deus é a certeza de grandes resultados para você no novo ano.

Autoria

Consultor de negócios e apaixonado por aprender sobre relacionamentos e viver e falar de Deus a você.