domingo, 13 de fevereiro de 2011

Gestão nas diferenças


Todo relacionamento amoroso é caracterizado por duas personalidades únicas e elas possuem muitas qualidades e também muitas diferenças (aquilo que nos incomoda). Normalmente o que mais ficamos atentos é nas qualidades do outro: beleza, inteligência, bondade, e, a lista se segue parecendo não ter fim.

Quando nos apaixonamos aí que prestar atenção nas diferenças do outro se torna uma tarefa quase impossível. Como dizia o poeta William Shakespeare “Aprendi que ninguém é perfeito, até me apaixonar por essa pessoa”.

Porém, aqui está um possível deslize que pode trazer conseqüências dolorosas mais lá na frente. Não estar atento às diferenças do outro e negligenciar o diagnóstico se consegue lidar com elas é o primeiro passo para se viver um relacionamento ruim.

Defino um relacionamento ruim como aquele em que se vive um martírio, fardo insuportável, lhe fazendo sofrer dia após dia. É marcado pela presença constante do sofrimento, perda do brilho dos olhos, responsável por secar os ossos pela angústia que lhe consome. Tudo porque você percebe depois de um, dois, três tempos que não tolera lidar com as diferenças do outro.

A reação imediata é tentar mudá-lo com o propósito de remover as diferenças. Porém, ninguém muda ninguém. É ilusão pensar que podemos mudar alguém. “Como o barro nas mãos do oleiro, assim somos nós nas mãos de Deus” Jeremias 18:6. Somente Deus tem poder para nos transformar e se Ele decidir aplicar a passagem acima em sua vida, não tenha dúvidas, você vai mudar e para melhor.

Eu acredito que é possível se viver um relacionamento bom. Onde dois inteiros reconhecem e valorizam as qualidades um do outro, mas principalmente aceitam e aprendem a lidar com as diferenças.
Por isso, ao se relacionar, é necessário gerenciar as diferenças, estando atento ao que lhe incomoda no outro e analisar se é possível lidar com isso.

O cenário ideal é as duas se apaixonarem ao mesmo tempo, e assim cada um verá o outro perfeito, e se elas souberem alimentar o fogo dessa paixão pela vida toda, o sofrimento nunca baterá à porta desse relacionamento.

Finalizo a reflexão com uma analogia bastante rica em significados para mim: um relacionamento a dois é como uma caixinha escura e fechada. Ali há coisas muito boas (as qualidades um do outro), mas também existem coisas ruins (as diferenças). Só que para recebermos as coisas muito boas e queremos muito, precisamos antes aceitar sem reservas as coisas ruins. Se assim escolhermos, poderemos viver bons relacionamentos, se negligenciarmos e tentarmos mudar o outro, o sofrimento estará dia após dia, ao nosso lado.

Um comentário:

Ívina Alves disse...

- adorei seu blog. =)

Autoria

Consultor de negócios e apaixonado por aprender sobre relacionamentos e viver e falar de Deus a você.