sexta-feira, 8 de abril de 2011

O sentimento do amor


A palavra amor é usada em muitos contextos, de diferentes maneiras, na maioria das vezes banalizada pela mídia e pessoas no geral. Se formos pesquisar, descobriremos que há uma mistura de sentimentos em torno do amor. Porém, vou me concentrar na reflexão para falar do amor entre um homem e uma mulher. Certamente existem muitos outros tipos de amor.

Definir o amor entre um casal parece simples como dizer: eu amo minha casa, meu emprego, meu carro, meu cachorro, no entanto, quando se fala de amor dentro desse contexto, precisamos recorrer Àquele que criou o homem e a mulher para entender ainda que superficialmente o conceito.

No livro de Cânticos, Deus deixa claro o que é o amor entre um casal. E surgem três diferentes palavras originadas no hebraico e inter relacionadas ao amor. Segundo nosso Criador, o amor é formado por três chamas: Raya, Ahava e Dod. Vamos analisar cada uma em mais detalhes.

Raya é a chama da amizade. Não falo de uma amizade superficial, de colegas, mas quero expressar aqui uma amizade em que ambos estão dispostos a entregar suas chaves e abrir as portas do coração, expor completamente nua a alma porque se confia um no outro. Então, manter essa chama acesa em poucas palavras é cultivar amizade duradoura, enriquecedora e em constante aperfeiçoamento, a ponto de cada sentir o que o outro sente: sentir-se triste com a tristeza do outro, bem como sentir-se feliz com a felicidade do outro, alcançando a plena empatia.

A segunda chama Ahava compõe o afeto profundo culminando no compromisso. Em todo casal deve existir compromisso, porém, para Deus, não é um compromisso obrigado pela lei, sociedade, família, amigos, é um compromisso de se ter a vontade maior de ficar ao lado do outro, porque dessa maneira cada um se sente melhor ainda. Já ouvi um relato que nos faz pensar na profundidade e intensidade desse compromisso: “é como se naquele tempo e espaço, você não quisesse estar em nenhum outro lugar, fazendo nenhuma outra atividade que não fosse estar com o outro.

Aqui vale uma analogia: guardar o sábado por obrigação, medo, é viver compromisso superficial, até mesmo fantasmagórico, porque não é real, autêntico, daqueles que o guardam com felicidade na alma, não é um peso, um fardo, é uma alegria que não se tem palavras para se descrever.

E por último, Dod é a chama da intimidade física. É o ponto onde os corpos se encontram e atingem o ápice de acesso ao outro, trocando não apenas sensações físico-químicas, mas tocando a alma do outro. Se comunicando numa linguagem sem palavras, porém, onde se diz tudo: eu amo você de corpo, de mente e espírito. Se começa com o diálogo rico e que preenche, passando pela atenção espontânea, deslizando para as carícias e inicializando a ligação no sexo.

Para o amor existir, as três chamas precisam coexistir e num equilíbrio perfeito que é orientado pelo próprio Deus. Se uma faltar, certamente o aquecimento das outras duas será insuficiente para se produzir e manter o amor. Qualquer coisa fora das três chamas pode ser tudo, menos amor.

Portanto, quando você houver falar de amor entre um homem e uma mulher, não banalize, pare, pense e coloque as três chamas no contexto do cenário e o quanto cada uma está ausente ou presente no relacionamento.

Autoria

Consultor de negócios e apaixonado por aprender sobre relacionamentos e viver e falar de Deus a você.