domingo, 29 de maio de 2011

Arrependimento e Perdão


Em nosso relacionamento com as pessoas sempre cometemos deslizes, impossível seria não magoar alguém cem por cento do tempo. E o motivo é apenas um: somos humanos, falíveis por mais que nos esforcemos pela perfeição. Essa é a condição natural do homem como raça.

Portanto, é fato que mais cedo ou mais tarde todos venhamos a cair, errar em nossas escolhas. Às vezes a queda é leve, em outras circunstâncias, ela pode ser grave, e quando grave vivemos a culpa que a mente condicionada pelas nossas redes sociais nos acusa sem dó nem compaixão.

Existem pessoas que passam a vida se culpando por erros que já passaram, se definham por dentro por não aceitarem que errar não é o pior dos mundos e faz parte de nossa condição existencial. Não fui um bom cônjuge, falhei como pai, traí meu melhor amigo e essa lista parece não ter fim. Remoem, ressentem quase que vinte e quatro horas do dia suas falhas que já estão no passado. Elas não se dão conta ou não acreditam que Deus criou o arrependimento para libertá-las de quaisquer culpas que possam ainda alimentar.

Arrepender-se é o passo mais importante para se libertar da culpa. O rei Davi, grande aos olhos de Deus, cometeu erros graves, e enquanto ele remoia as falhas, chorava por fora e também por dentro, resultado: não tinha paz, vivia em agonia, sem alegria na sua face e no coração. Porém, chega o grande dia em que esse mesmo rei se arrepende dos seus feitos e aqui começa um processo maravilhoso que cada um de nós precisa se apegar e então todos os nossos problemas serão solucionados.

Quando o ser humano se arrepende e confessa seu erro não a outros homens, mas ao Deus que o criou, esse mesmo Deus no mesmíssimo instante perdoa você. E perdoar significa esquecer, apagar completamente da mente de Deus sua falha, seja ela pequena ou não. Há tantos exemplos assim na Carta de Amor de Deus, por que insistimos em não acreditar?

Errei, me arrependo, confesso meu erro pra Deus, Deus me ouve e como conseqüência, esquece pra sempre meu erro, e me proporciona vida nova. E posso a partir daí viver a vida que eu quero? Não necessariamente, Deus pede que você conduza sua vida em harmonia com a vontade dEle. Isso nem sempre é fácil de identificar, porém, se você pedir a Deus orientação, Ele lhe dará.

Você pode estar pensando: entendi, Deus esquece minhas falhas quando me arrependo, e então tudo ficará perfeito na minha vida? Deus perdoa, mas a natureza, o tempo, não. Você terá que colher as conseqüências de cada escolha que faz. Foi assim com Davi não seria diferente com cada um de nós.

Porém, por mais longe que você tenha ido em seus erros, saiba que sempre é possível parar onde está e deixar Deus ir até você. Ele quer salvar você, quer lhe dar um coração novo, vestes novas, Ele está ansioso para trocar suas vestes sujas, por uma roupa limpa e perfumada.

Essa é a esperança que Deus coloca na vida de cada pessoa. Por que não experimentar hoje o arrependimento que liberta? Por que não deixar Deus trocar suas roupas que estão sujas, mal cheirosas, por roupas que ninguém nunca viu ou pensou que pudesse existir?

“Faça as pazes com o passado e assim esse mesmo passado não irá atrapalhar você no seu presente”. (autor desconhecido)

sábado, 7 de maio de 2011

Amor e Paixão na vida de uma mãe


Nosso nascimento não seria possível se não fosse através do ventre de uma mãe.

Existe a mãe pragmática, coruja, boa, humilde, mas também existem as mães perversas, egoístas, arrogantes, irresponsáveis a ponto de abandonarem uma criança numa lata de lixo. Nessa vida encontramos basicamente dois tipos de mãe: aquelas orientadas por Deus e as mães que vivem da ausência do Criador, longe de Seu convívio e ensinamentos sábios para se educar uma criança nos caminhos do Senhor.

Posso investir páginas e páginas para descrever cada tipo de mãe com suas qualidades, mas quero concentrar a reflexão no conceito do amor de uma mãe e o sentimento de paixão como sua maior inimiga.

Quando você é mãe seu mundo passa a ser o mundo de seu filho, toda atenção e dedicação vão para a criança e não mais para suas carências ou desejos. Seu nível de preocupação aumenta exponencialmente, porque você, como mãe, quer proteger o filho de toda ameaça iminente da vida. E nisso podemos resumir o amor de uma mãe como sentimento sereno, que cresce com o tempo e somam sentimentos, ele não é egoísta, ele compartilha alegria e adiciona “compaixão. É um amor de confiança, fé e esperança, um ensinamento de Deus.

Essas mesmas características do amor podem se aplicar a duas almas, porque amar é antes de tudo respeito por si e pelo outro, é deixar a pessoa livre para escolher ficar ou partir, é somar e não diminuir, é dar e não reter, em essência, o amor constrói.

No entanto, muitas vezes muitas mães se deparam com a paixão em suas vidas. Essa, próxima do amor, pois se confunde com o seu falso propósito, e tão distante, porque ela é completamente antagônica ao que o amor oferece, a paixão é destruidora, ela arrasa caráter, corações e lares. Quantas e quantas vezes vemos o marido e pai, se deixar levar por uma paixão e assim as conseqüências mais desastrosas ele deixa bater na vida de uma mãe.

É natural que temos curiosidade de conhecer a paixão, experimentá-la, porque sentir-se apaixonado tem um lado bom, você se sente mais vivo, mas tem um lado escuro e perigoso: a paixão faz a pessoa perder a capacidade de pensar, a torna possessiva, controladora e egoísta, faz a pessoa cometer loucuras prejudiciais a si e a muita gente ao seu redor. A paixão faz um homem deixar família, abandonar pessoas que o amam para viver “momentos fulgazes” de desejo, porque a paixão não pode esperar, ela é imediatista, é pra ontem. A paixão, quando descontrolada, certamente não é um ensinamento de Deus.

E na medida em que esse sentimento inimigo entra na vida de uma mãe, como resultado final, ela acaba por ficar sozinha muitas vezes para cuidar dos filhos e torna-se uma mãe extremamente guerreira, porque terá que enfrentar cada dificuldade sem ter ajuda financeira, moral e/ou emocional, própria de um homem. Sua vida fica ferida, dura, sofredora e angustiada, tudo porque a paixão “picou” sua família, e o interessante é que mesmo assim, a mãe mostra sorriso, alegria contagiante dando aos seus filhos a esperança que tudo vai ficar bem.

Uma analogia: o pecado, como paixão desse mundo, levou Deus a entregar Seu próprio Filho. Ele sabe mais do que ninguém o que a paixão produz numa família que antes vivia em harmonia e feliz.

O conselho é que cada ser humano saiba diferenciar a paixão do amor, e não em teoria, mas através da própria experiência de vida, e que isso aconteça antes de escolher com quem vai se casar, porque só então a família terá a essência para se fortalecer no amor verdadeiro de um casal ensinado por Deus.

A você, mãe guerreira, meu Feliz dia das mães. Que o Deus que é pai e mãe, possa fortalecê-la sempre a não desistir e manter os olhos fixos para cima e assim não sentir a força das raízes da vida a puxando pra baixo. Porque aconteça o que acontecer, Deus a conhece em todos os seus passos e nunca a deixará sozinha e mais: “um dia Ele enxugará todas as suas lágrimas” e a dor, humilhação, angústia, tristeza não mais terão vez, porque as primeiras coisas já passaram.

Autoria

Consultor de negócios e apaixonado por aprender sobre relacionamentos e viver e falar de Deus a você.