sábado, 11 de junho de 2011

Sede de amar


Ter sede é sentir falta da água, que alimenta células e todo organismo a continuar o ritmo pulsante e alucinante da vida.

Com relação ao coração não é diferente. Sentimos também uma sede especial que é complexa descrever em palavras, onde corpo, fala e pensamentos convergem para sensações únicas que se traduzem no verbo intransitivo direto amar.

Fomos criados para amar e ser amados. Está na essência do sangue humano viver o amor sem limites daquele que nem forças, poder ou dominação de pessoas conseguem segurar.

Ter sede de amar se traduz em não se esquecer de amar, sentir a saudade que atormenta a cada minuto longe da pessoa desejada, é o que falta para completar a vida, pois quando se ama se vive para ela e se sente mais feliz com a felicidade dela. Na Carta de Amor escrita por Deus encontramos uma declaração do que é viver com sede de amar: “Você faz disparar o meu coração com um simples olhar” Cantares 4:9

Portanto não existem dúvidas que a sede de amar é uma necessidade que quando preenchida alimenta mente e alma. E para experimentar continuamente essa sede é preciso que seu ser esteja disposto a viver em entrega: entrega de pensamentos, emoções e acima de tudo da mais íntima identidade do eu à pessoa que se deseja matar a sua sede.

Porém, nem sempre percebemos a sede de amar. Elementos estranhos como a dor, a tristeza, o medo, a culpa, a frustração podem por pouco ou muito tempo bloquear a sensação de sede iminente. Tais elementos provocam feridas que ultrapassam o físico e atingem em profundidade a alma.

Sentir sede de amar tem a ver com dar permissão para que a outra pessoa a ame. É você estar aberta a um relacionamento. Uma vez ouvi de uma pessoa especial: “nem todas as experiências que vivemos são positivas e algumas vezes saímos muito machucados e decidimos que queremos ficar só por um tempo; se naquele espaço de tempo (que a pessoa sente-se magoada) alguém tentar se aproximar, é muito possível que a pessoa que tenta se aproximar não terá sucesso uma vez que a pessoa almejada não irá enxergar as qualidades básicas que a faz se interessar por alguém”.

Em outras palavras, você não vai saciar a sede de amar da outra pessoa que está ferida, porque ela não vai perceber que tem tal sede, e muito menos sua sede de amar será saciada por ela também. Isso é um ciclo que quando retro-alimentado pode trazer muita ansiedade acompanhado de decepção aos corações que tem sede de amar.

A solução para que você sinta a sede que é clamada de dentro de seu âmago é fazer as pazes com o passado, confiar que Deus está sempre ao seu lado não importa o que acontecer e acreditar em você como pessoa que pode numa via de duas mãos ser amada e amar sem limites.

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Autoria

Consultor de negócios e apaixonado por aprender sobre relacionamentos e viver e falar de Deus a você.