domingo, 30 de outubro de 2011

Amor eterno


O mês de Novembro é tipicamente lembrado por aqueles que já não estão mais entre nós. Lidar com a morte não é uma questão das mais fáceis, e exige conhecimento e sabedoria para nos possibilitar que a dor da perda passe e se acomode de modo saudável à nossa contínua existência.

Quando conhecemos alguém, seja de nosso nascimento ao momento que antecede nossa partida física ou emocional, e se foi um relacionamento caracterizado por sinceridade, transparência e grande parte do tempo rodeada de amor, não tem como não marcar nossas vidas. São pessoas que entram e permanecem vivas eternamente em nossos pensamentos, mesmo quando a morte chega.

Apesar do fôlego de vida um dia cessar, esta não é barreira para o amor e nunca foi. Deus deixou claro quando o homem como raça faltou com a confiança na Palavra de seu Criador: “o salário de nossa queda é a morte”. Esta chega a qualquer ser humano, por mais que sejamos as mais corretas, íntegras em tudo e com todos, e assim devemos ser se desejarmos realmente manter bons relacionamentos, sejam estes profissionais, familiares ou afetivos.

O interessante é que apesar de muitos pensarem que uma vez deixado o mundo, nossos familiares, amigos mais queridos, não vão para uma sala de cinema celestial assistir as nossas doenças físicas, mentais ou frustrações por escolhermos amar quem não deveríamos, por exemplo. Eles simplesmente descansam como se tivessem entrado num sono profundo. Pois Deus é amor para não permitir que o ser humano sofra com os caminhos das pessoas que ele ama. Seria mais um pesadelo do que sonho se assim o fosse.

No entanto, a morte não é suficiente para manter a chama do verdadeiro amor fraternal ou amigo se apagar. Enquanto estiver sendo alimentada em nossos corações, essas pessoas queridas permanecem vivas, por mais que deixemos de vê-las, ouvi-las e também conviver com elas.

E Deus como é Deus, nos deixou uma esperança que nunca pode sair de nosso foco: “Ele virá outra vez a esse mundo para despertar a todos que viveram na sua fé e a vida não mais terá fim”. Porque todas as lágrimas de decepção, humilhação e dor serão enxugadas por Aquele que nos ama com amor desde o Princípio.

Não tenha medo de sentir o vazio daquela pessoa que mais deixou sua vida leve. Se permita sentir a perda, porém, não deixe que a ausência de alguém se torne ausente de você, porque quando se realmente ama, a distância infinita não é suficiente para separá-los. E conserve a esperança do breve reencontro, quando a morte não tiver mais poder sobre os relacionamentos humanos.

sábado, 8 de outubro de 2011

Respeito


A palavra respeito tem sido esquecida nos corações pelo seu significado e aplicação nas diversas esferas do relacionamento interpessoal.

Se parássemos por instantes e fizéssemos lembrar nossa mente o poder e efeito do respeito em quaisquer situações que experimentamos, certamente os resultados colhidos seriam emocionalmente diferentes.

Respeito é ação ou sentimento que leva a tratar alguém ou alguma coisa com grande atenção, profunda deferência, consideração. Respeito é um ingrediente que não pode faltar quando você se relaciona consigo e com os outros.

Você deve praticar o respeito com seus desejos e necessidades em contrapartida do que a vida lhe possibilita num dado momento em particular. Em outras palavras, é preciso aprender a respeitar o tempo que Deus nos coloca e condicionar nossa mente a não forçar que as coisas aconteçam segundo a nossa limitada vontade.

Respeite o que seu coração possa estar sentindo, seja tristeza, rejeição, medo, insegurança, se permita simplesmente sentir. Respeite também que o tempo de Deus não é, na maior parte das vezes, o seu tempo.

Quando você e eu não respeitamos as condições que se encontram desfavoráveis ao nosso querer, não tenha dúvidas, podemos nos machucar e muito, e com que propósito? Se analisarmos veremos que faltar com respeito a ordem natural dos acontecimentos internos da nossa alma bem como externos, não irá nos trazer bens, pelo contrário, contribuímos para que o mal entre e destrua nossos princípios e valores. Ao passo que quando nos respeitamos, temos o maior presente que a vida pode nos proporcionar: paciência, crescimento e sabedoria.

Praticar o respeito com nosso eu é necessário, mas não suficiente se quisermos realmente viver relacionamentos pra lá de saudáveis. Precisamos praticar respeito com as pessoas a nossa volta. Respeitar o espaço de uma pessoa ao invés de invadi-lo com nosso egoísmo, respeitar as experiências bem como o tempo de cada um. E mais, dar respeito aos costumes, pensamentos, limitações e também fraquezas.

Aplicar verdadeiramente o respeito em nossos relacionamentos não é um pequeno desafio, porque o nosso natural é sobrepor o que pensamos, sentimos, falamos e agimos sem considerar quase a outra parte.

Somente a vida, grande professora de nossa existência, pode nos ensinar o verdadeiro respeito que é base se realmente desejarmos estar em plena harmonia com nós mesmos, com os outros e com Deus.

Autoria

Consultor de negócios e apaixonado por aprender sobre relacionamentos e viver e falar de Deus a você.